|
Do
Capitalismo
para
o Digitalismo

“Do
Capitalismo
para
o Digitalismo”
não
é
mais
um
livro
para
abordar,
de
forma
sensacionalista,
o
impacto
social
das
tecnologias
da
informação
e da
comunicação.
Em
vez
disso
procura
desvendar
os
mecanismos
que,
insensivelmente
mas
de
forma imparável, actuam ao
nível das
relações
de
produção no
sentido
de
superar,
para
o
bem
ou
para
o
mal,
a
sociedade
capitalista
em
que
todos
nascemos.
Procura
responder
às
questões
levantadas actualmente
pela
revolução
das
tecnologias
digitais:
- A
automatização
intensiva
tanto
das
tarefas
manuais
como de
muitas das
tarefas
intelectuais
põe
em
risco o
sistema
de
emprego
tradicional ?
- A
transformação do
trabalho,
que se
torna
cada
vez
menos
repetitivo
e
mais
independente
das
quantidades
produzidas, pode
entrar
em
contradição
com o
assalariamento ?
- O
aumento
vertiginoso
da
quantidade
e
variedade
das
mercadorias,
tangíveis
e
intangíveis,
levará ao desequilíbrio
insustentável
entre
a
oferta
e a
procura
?
- Se a
informação
e o
conhecimento
se tornaram a
chave
do
progresso
como é
que
evoluirão as
relações
de
produção na
sociedade
?
-
Que
sentido
fará a
posse
dos
meios
de
produção numa
economia
em
que
a
evolução
tecnológica
provoca a
obsolescência
acelerada ?
- As
classes
e a
lógica
da
luta
de
classes
definidas no
século
XIX continuam a
ter
aplicação
na
época actual ?
- O
Capitalismo
reforça-se
ou
é
posto
em
causa
pelas transformações tecnológicas ?
-
Em
que
direcção e
por
que
forma
evoluirá a
vida
económica da
sociedade
?
O
principal
motivo
que
levou à publicação de “DO
CAPITALISMO
PARA O DIGITALISMO” é de
ordem
essencialmente
prática:
a
constatação
pelos
autores
de
que,
num
tempo
de profundas mudanças tecnológicas,
sociais
e
políticas,
os
Partidos
e
Movimentos
de
esquerda
se esqueceram de
que
é
necessário
interpretar
as
tendências
da
história
para
a poderem
influenciar
no
sentido
dos
seus
ideais.
Para
referir
apenas
casos
vividos:
o PCP, de
que
foram
militantes,
remeteu-se a uma actuação de
cariz
sindical, a
defesa
dos “direitos
e
conquistas
dos
trabalhadores”
sem se
interrogar
das
razões
da
sua
perda de
influência
junto
desses
mesmos
trabalhadores.
Ignorando
que
há
cada
vez
mais
trabalhadores
cujo
modo
de
trabalho
não
se identifica
com
os
modelos
marxistas
de “salário”
e “valor”
baseados
no
tempo
de
trabalho
e no
preço
dos
meios
de
subsistência,
e
que
portanto,
não
sentem
que
o Projecto
Comunista
lhes
diga
respeito.
Consideram
os
autores
que o
desenvolvimento
da
tecnologia
e a
correspondente
transformação das
relações
de
trabalho estão
a
criar
condições
para
a
emergência
de
um
novo
modo
de
produção, o
Digitalismo,
baseado
na
representação
digital
da
informação
e nas
comunicações
à
escala
mundial (tal
como o
Capitalismo
se baseia nas
matérias
primas e
na
energia).
E
que
o assalariamento,
relação
de
produção
base
do
sistema
capitalista
se
encontra
em
vias de
extinção
o
que,
nunca é
de
mais
repeti-lo,
não
significa
que
a
exploração
do
trabalho
esteja
prestes
a
desaparecer.
O
paradigma
marxista
das
relações
de
produção,
que
nunca
foi ultrapassado
por
qualquer
concepção
com o
mesmo
grau de
profundidade
e de
coerência,
tem
que
ser
reformulado
em
todos
aqueles
aspectos
que
já
não
estão
presentes
na
sociedade
actual
para
enquadrar
todos os
aspectos
novos
que
Marx
não
previu e
que,
à
data
em
que
viveu,
não
poderia
de
qualquer
forma
antecipar.
O objectivo dos
autores
é
portanto
demonstrar
a
necessidade
de
repensar o
paradigma
marxista
e de nesse
sentido
dar contributos
que
ajudem a
devolver
à
teoria
a
sua
qualidade
de
instrumento
para
a acção.
Os
autores

Fernando
Penim
Redondo,
estudou
economia
no ISCEF
mas
fez
carreira
como Systems
Engineer na IBM (1970-1993), e
depois
como
gestor. Especializado
em
gestão
da
produção,
automação
e CAD/CAM conduziu projectos
em
dezenas
de
empresas
industriais
portuguesas.
Em
paralelo
manteve actividade
política,
como
militante
do PCP
desde
1966, e foi
dirigente
sindical. A
partir de 2000 dedica-se a actividades de
jornalismo
tecnológico
com
base
na
Internet.

Maria
Rosa
Redondo,
completou o
curso
de
História
na
Universidade
Clássica
de Lisboa
mas
a
sua
vida
profissional
esteve
sempre
ligada
às
tecnologias
da
informação.
Especialista
de
gestão
documental e automatização de
fluxos
e
processos
de
trabalho,
primeiro
na IBM (1970-1994) e
depois
como
empresária.
Foi
dirigente
sindical e
militante
do PCP. Actualmente dedica-se a actividades de
divulgação
tecnológica
a
partir
da
Internet.
Sessão de
lançamento
Com a
intervenção
da
editora
Campo
das
Letras
e
apresentação
pelo
escritor
Mário de
Carvalho
Dia 20 de
Novembro,
quinta-feira,
a
partir
das 18:30
Fórum Lisboa (ex-Cinema Roma)
Confirme a
sua
presença
através
de:
tel: 964266822 email:
fredondo@netcabo.pt
http://www.dotecome.com/digitalismo.htm
|