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BASE
MATERIAL:
ver “MODO
DE
PRODUÇÃO”
CAPITAL:
é
um
valor
utilizado
com o
objectivo de
incrementar
valor. A
sua
forma
mais
comum é
o
dinheiro
Mas o
dinheiro
não é
em
si
mesmo
capital.
Se for usado
apenas
como
intermediário
na
troca de
Mercadorias
(comprar,
vender,
para
comprar de
novo), o
que
corresponde à
fórmula
M-D-M (mercadoria
–>
dinheiro –>
mercadoria),
chega ao
fim
com o
mesmo
valor.
Só se
transforma
em
capital
quando
usado,
como
adiantamento,
para
multiplicar
valor.
E
como
só a
Força de
Trabalho gera
Valor,
chega-se à
chamada
“fórmula
da
mais-valia”: D-M-D’
(dinheiro –>
mercadoria
–>
dinheiro)
em
que D’ é
maior do
que D, e
onde a
mercadoria
essencial
é a
Força de
Trabalho
CAPITAL
CONSTANTE:
Marx designava
assim a
parte do
Capital
que
era
investida
em
materiais
e
nos
componentes
comprados
para serem
incorporados na
mercadoria
a
vender, e os
instrumentos,
maquinaria,
ferramentas
e
materiais
de
apoio e
cujo
valor à
medida
que se
“desgasta” vai passando
para as
mercadorias
produzidas,
até
que
necessitam de
ser renovados. A
designação de “constante”
deriva
do facto de o
seu
valor
não
aumentar no
decurso
do
processo de
produção.
CAPITAL
VARIÁVEL:
para Marx
era a
porção
do
Capital
que
era
investida
em
Salários,
ou seja
na
compra
de
Força de
Trabalho. A
designação de “variável”
deriva
do facto de
ser esta
parte do
Capital
a
que
obtém a
Mais-Valia , uma
vez
que
só o
trabalho produz
valor.
Portanto
esta é a
porção
do
Capital
que é
maior no
fim do
ciclo de
produção do
que
era no
princípio.
(D-M-D’).
CAPITALISMO:
ver “MODO
DE
PRODUÇÃO
CAPITALISTA”
CLASSES:
grandes
grupos
de
pessoas
que se
distinguem
pela
posição
que
ocupam num
sistema
historicamente
definido
da
produção
social,
pela
sua
relação
com os
meios de
produção,
pelo
seu
papel na
organização
social
do
trabalho e
consequentemente,
pelos
meios de
obtenção
e a
magnitude
da
parte da
riqueza
social
que
lhes
cabe.
COMPOSIÇÃO
ORGÂNICA
DO
CAPITAL:
determina-se
pela
proporção
em
que o
capital
se divide
em
CAPITAL
CONSTANTE
(ou
valor
dos
meios de
produção) e
CAPITAL
VARIÁVEL
(ou
soma
total
dos
salários).
D-M-D’:
ver “CAPITAL”
FORMAÇÃO
ECONÓMICO-SOCIAL:
tipo de
sociedade
historicamente
determinada
com a
sua
Base (modo
de
produção) e a
correspondente
Super-Estrutura (concepções
e
instituições
políticas,
jurídica,
religiosas, filosóficas, artísticas).
Base e
Super-Estrutura interagem dialecticamente no
desenvolvimento
do
processo
histórico.
FORÇA
DE
TRABALHO:
combinação
das
capacidades
físicas
e
mentais
existentes num
ser
humano e
que
ele
exercita
quando
produz
qualquer
bem
ou
serviço.
O
trabalho,
medida
do
Valor,
não é
ele
mesmo
valor; o
que
possui
valor é
a
Força de
Trabalho
quando
se
torna
Mercadoria.
E o
valor
dessa
Mercadoria,
como o
de
qualquer
outra é
calculado
com
base no
seu
custo de
produção e
reprodução
(Meios
de
Subsistência).
A
Força de
Trabalho é
assim a
única
mercadoria
cujo
valor de
uso,
quando
associada
às outras
condições
de
produção, é o de
criar
um
Valor.
FORÇAS
PRODUTIVAS:
são os
objectos do
trabalho,
ou
coisas a
que se
aplica o
trabalho (p. ex.
matérias
primas)
e os
meios de
trabalho usados
para
produzir
bens
materiais
(p. ex.
máquinas,
instrumentos,
instalações,
formas
de
energia)
e os
próprios
homens
que
com
eles
trabalham.
MAIS-VALIA:
quando
integrado num
processo de
produção a
Força de
Trabalho gera
um
Valor
maior do
que o
seu
próprio; essa
diferença
é a
Mais-Valia.
Para Marx, o
trabalhador
recebe
sempre
apenas o
valor da
sua
Força de
Trabalho,
que
ele
realiza
durante
uma
parcela
do
tempo
em
que
trabalha.
No
tempo
restante, o
trabalho executado
(Sobre-Trabalho) constitui a
criação
do
valor
extra (Mais-Valia)
que
reverte
para o
capitalista.
MEIOS
DE
PRODUÇÃO:
ver “FORÇAS
PRODUTIVAS”
MEIOS
DE
SUBSISTÊNCIA:
meios
que têm
de
ser consumidos
pelo
trabalhador
para
produzir,
desenvolver,
manter e
perpetuar a
sua
Força de
Trabalho.
Ou seja
para
lhe
permitir as
condições
físicas
e
mentais
para
continuar a
trabalhar,
procriar e
educar os
filhos.
MERCADORIA:
é
qualquer
coisa (bem
ou
serviço)
que é
produzida
com o
objectivo de
ser
trocada
por
outra
coisa e
não
para
uso de
quem a
produz.
MODO
DE
PRODUÇÃO:
engloba as
Forças
Produtivas e as
Relações
de
Produção. Nas
primeiras incluem-se os
instrumentos,
as
energias
e os
homens (Base
Material).
Nas segundas as
ligações
e
relações
que se
estabelecem
entre os
homens
no
processo de
produção (forma
social).
O
marxismo
considera 5
modos de
produção: o
Comunitário-primitivo, o Esclavagista, o Feudal, o
Capitalista
e o
Comunista.
MODO
DE
PRODUÇÃO
CAPITALISTA:
sistema
sócio-económico
em
que as
relações
sociais
são
baseadas na
produção de
Mercadorias
para
troca,
na
propriedade
privada dos
Meios de
Produção e no
Assalariamento do
trabalho. Neste
sistema
as
classes
principais
são o
proletariado,
que
vende
Força de
Trabalho e a
burguesia
que
compra
Força de
Trabalho. O
Valor de
cada
produto
divide-se
em 2
parcelas
com
diferentes
destinos:
Salário
e
Lucro; e existe uma
irreconciliável
luta de
classes
sobre
essa
divisão. A
Relação
de
Produção
típica
da
sociedade
capitalista
é o Assalariamento
em
que os
proprietários
dos
Meios de
Produção compram a
Força de
Trabalho daqueles
que os
não
detém e a usam
para
aumentar o
valor da
sua
propriedade
(Capital)
através
da
apropriação da
Mais-Valia.
RELAÇÕES
DE
PRODUÇÃO:
relações
entre os
homens
no
processo da
produção
que
determinam o
seu
posicionamento
nesse
processo; inclui as
formas
de
propriedade
e as
formas
de
distribuição
dos
bens
materiais.
SALÁRIO:
é o equivalente do
valor da
Força de
Trabalho
posta ao
serviço
do
capitalista.
Depende do
valor
dos
Meios de
Subsistência
e
portanto
pode
necessitar
de uma
parcela
maior
ou
menor do
tempo de
trabalho
para se
realizar.
TAXA DE
EXPLORAÇÃO:
também
chamada
Taxa de
Mais-Valia.
É a
proporção
entre o
Trabalho
Necessário e o
Trabalho
Excedente.
TEMPO
DE
TRABALHO
NECESSÁRIO:
é
a
parte
da
jornada
de
trabalho
em
que
o
trabalhador
produz o equivalente aos
seus
Meios
de
Subsistência
para
o
mesmo
período
(ou
seja, ao
salário
que
lhe
é
pago)
TEMPO
DE
TRABALHO
EXCEDENTE:
é
o
tempo
que
sobra
do
Trabalho
Necessário
na
jornada
de
trabalho,
e
que
é
portanto
prestado
gratuitamente
TRABALHO
SOCIALMENTE
NECESSÁRIO:
quantidade/tempo
de
trabalho
necessário
para a
produção de uma
Mercadoria,
num
dado
estado
da
sociedade,
em
condições
sociais
médias
de
produção,
com uma
dada
intensidade
social
média e
habilidade
média do
trabalho empregue.
VALOR:
uma
Mercadoria
é
um
bem (ou
serviço)
que
satisfaz uma
necessidade
humana
e
que pode
ser
trocado
por
outro. A
utilidade
de
um
bem dá-lhe o
valor de
uso.
Valor de
troca (ou
simplesmente,
Valor) é
a
proporção
em
que
um
dado
numero de
valores
de
uso de
um
certo
tipo
pode
ser
trocado
por
um
dado
numero de
valores
de
uso de
outro
tipo.
O
que há
de
comum
entre os
bens é
que
são
produtos
do
trabalho. A
magnitude
do
Valor é
determinada
pelo
Tempo de
Trabalho
Socialmente
Necessário
para a
produção de uma
dada
Mercadoria,
ou seja
de
um
dado
valor de
uso.
No
processo
histórico
passou-se da
forma
elementar
do
Valor,
na
qual se
trocava uma
Mercadoria
por
qualquer
outra
Mercadoria,
para a
forma
universal do
Valor
em
que o
dinheiro se tornou o
equivalente
universal.
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