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- o
desenvolvimento
da
tecnologia
está a
criar
condições
para a
emergência
de
um
novo
modo
de
produção, o
Digitalismo, baseado
na
representação
digital
da
informação
e nas
comunicações
à
escala
mundial
-
um dos
aspectos
mais
importantes
dessa
emergência
é a
modificação
do
trabalho:
automatização do
trabalho
repetitivo
(quer
manual
quer
intelectual),
preponderância do
trabalho
como
manipulação
de
informação
pelo
conhecimento
em
vez de
manipulação
de
materiais
pela
ferramenta
-
outro
aspecto,
consequência
em
grande
parte
do
anterior,
é a
degradação
do assalariamento, a
relação
de
produção
base
do
Capitalismo
- a
emergência
de
um
novo
modo
de
produção
não
significa necessariamente o
fim da
exploração;
há
já
indícios
de
velhos
senhores
do
Capitalismo
e
novos
senhores
emergentes
a tomarem
posições
para
controlar os
novos
meios
de
produção e o
novo
trabalho
- cabe aos
partidos
progressistas
analisar e
compreender a
emergência
da
nova “formação
económica e
social”,
com
novas
“relações
de
produção” a
partir de
um
novo “modo
de
produção” e de uma
nova “base
material”,
para
tentar
condicioná-los
-
cada
vez
mais o
valor
das
mercadorias
se baseia,
não no
tempo
de
trabalho,
mas no
conhecimento
nelas incorporado
pelo
trabalho
- à
luz
desse facto, a
Teoria
Marxista
do
Valor
baseado no
tempo
de
trabalho, e
que se
aplicava
bem ao
modo
de
produção
capitalista
na
sua “pureza”
inicial,
deve
ser reavaliada
- há
cada
vez
mais
trabalhadores
cujo
modo
de
trabalho
não se
identifica
com os
modelos
marxistas
de
salário
e
valor
baseados
no
preço
dos
meios
de
subsistência
e no
tempo
de
trabalho, e
que
portanto
não
sentem
que o
projecto
Comunista
lhes
diga
respeito.
-
portanto,
sem o
reajustamento
do
paradigma
marxista
será
muito
difícil
ganhar essas
vastas
camadas
de
trabalhadores
para a
transformação
progressista
da
sociedade.
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