Maria Rosa Redondo  
   

Nasce em Lisboa, em Janeiro de 1946, numa família de imigrantes internos de 1ª geração. Os pais eram de famílias de pequeníssimos agricultores, com a escolaridade básica da época, vindos tentar a sorte na capital.

Superada a debilidade financeira da família, através da isenção de propinas, acede ao curso dos liceus e entra em 1963 com uma bolsa de estudo para a Faculdade de Letras de Lisboa, onde faz o Curso de História. Começara a despertar para a politica ainda no liceu  aquando da Crise Académica de 62. Esse interesse aprofunda-se na Universidade. Inscreve-se na Pró-Associação da Faculdade de Letras. Em 1966 adere ao PCP. 

Termina o curso em 1968. Em plena guerra colonial, o casamento leva-a até à Guiné onde durante 2 anos aulas e toma contacto com outras realidades.

De regresso a Lisboa, e com a hipótese de fazer investigação ou seguir qualquer carreira académica afastadas devido às sua posições políticas, aproveita uma oportunidade surgida por acaso num sector que começava então a expandir-se em Portugal e no qual, por não haver formação académica específica quase todos começavam do zero: os computadores.

Em 1970 entra para a Companhia IBM Portuguesa onde se irá manter até Dezembro de 1994.

Segue uma carreira técnica, com formação contínua nos centros internacionais e trabalhando sempre  com o que havia de mais inovador na área da informática empresarial, nomeadamente as tecnologias de

  • gestão documental,
  • organização de processos
  • automatização de fluxos de trabalho..

 Familiariza-se com métodos de trabalho pouco vulgares para a época: os técnicos das filiais de todo o mundo ligados em rede, acedendo a bases de informação e trocando correio electrónico. 

Igualmente com processos de gestão baseada em objectivos, como a avaliação contínua, são excepção no meio laboral português e muito enriquecedores como experiência.

Entretanto prossegue a actividade política clandestina e é presa a 18 de Abril de 1974.

Após o 25 de Abril, faz parte da 1ª direcção saída de eleições livres no Sindicato dos Escritórios de Lisboa.

Continuará sem interrupção a actividade sindical como delegada na empresa até 1994, assim como a actividade política como membro do secretariado da célula do PCP na IBM.

No final de 1994, aproveitando os incentivos da IBM à saída dos empregados mais velhos decide iniciar um projecto por conta própria e cria uma empresa de consultoria de informática que publica uma revista especializada, em versão papel e on-line, e que funciona até Dezembro de 2002.

Mantém actividades independentes de jornalismo tecnológico através da Internet.