Nº 34 Setembro / Outubro Bimestral                             Outubro  2001

 

 

SCANNERS ...

               ....de alta velocidade, duplex e a côres!

 

À medida que a publicação na WEB se populariza e que a impressão a côres se torna mais fácil e barata,  a necessidade de digitalizar a cores ultrapassa os ambientes profissionais de desenho e as utilizações pessoais e estende-se ao mundo empresarial.. Quer isto dizer que os chamados scanners de produção além de serem rápidos e fiáveis têm que captar imagens a côres. Em resposta a esta situação a FUJITSU desenvolveu dois tipos de scanners de alta velocidade, duplex e a côres,  o fi-4750C e o fi-4990C, cujos principios básicos e  tecnologia aplicada se explicam neste artigo. *

 

Princípios básicos da leitura de imagem a côres

O típico scanner monocromático usa uma espécie de lâmpada fluorescente como fonte de luz. Essa luz ilumina o documento e um sistema de lentes e espelhos projecta a imagem de uma linha no sensor de imagem, o CCD linear (Charge-Coupled Device) que a converte numa série de sinais. Há medida que o documento vai avançando, novas linhas são lidas, até ao fim do documento.

Para a leitura da côr é necessário captar para cada pixel a informação das três côres primárias  ou RGB (Vermelho, Verde e Azul). Há dois métodos para o fazer: o “Método das  luzes de três côres” e o “Método do CCD sensível à côr”.

1-       Método da luzes de três côres

Usa fontes de luz das três côres primárias que são acendidas e apagadas sequencialmente. Portanto cada linha vai sendo iluminada por cada uma das três côres e a imagem de cada côr é lida separadamente, antes da passagem à linha seguinte.

A estrutura deste tipo de scanner é muito simples uma vez que os sensores e circuitos de processamento são básicamente os mesmos dos monocromáticos; o aparelho pode portanto ser pequeno.

2 – Método do CCD sensível à côr

Este método usa uma fonte de luz branca e um sensor CCD  capaz de ler a imagem RGB. São necessários três circuitos de processamento independentes para processar o output do sensor sem degradação de velocidade em relação à digitalização monocromática.

 

Importância da digitalização duplex

Para digitalizar  documentos com frente e verso pode-se recorrer a três tipos de scanner:

a)       scanner simplex, e ler o documento por duas vezes, uma de cada lado

b)       scanner que lê um lado de cada vez mas tem um mecanismo que vira a folha

c)       scanner duplex que lê ambos os lados simultãneamente

O primeiro é trabalhoso e sujeito a erros. Imagine-se um conjunto de 50 documentos. Primeiro colocam-se no alimentador, tendo o cuidado que estão todos virados para a mesma face. Depois de lidas as frentes é necessário recolhê-los e voltar a carregá-los verificando que a digitalização recomece com a ultima folha, em ordem inversa! Para que não aconteça voltar a digitalizar não o verso mas a frente...

O segundo tem apenas um sistema óptico, e um mecanismo de voltar o papel semelhante ao das copiadoras. É bastante sujeito a engasgamentos e tem dificuldades ao trabalhar em alta velocidade.

Com o terceiro tipo, esses problemas não se colocam. Tem dois sistemas ópticos e de processamento independentes. A imagem do verso da folha é digitalizada junto com a da frente. Por isso acreditamos que a digitalização simultãnea frente e verso é indispensável para scanners de produção.

 

A tecnologia do scanner fi-4750C

O fi-4750C é um scanner duplex, com dois sistemas ópticos e sensores, que usa o método das luzes das três côres primárias. Pode digitalizar a côres, em escala de cinzentos ou a preto e branco. Para uma resolução de 200 dpis em documentos A4, digitaliza 16 páginas por minuto, ou 29 imagens por minuto em duplex, o que é de momento a amior velocidade para scanners a côres de  média produção.

Pode funcionar em “flatbed” ou com alimentador automático (ADF). Para este modelo a FUJITSU adoptou um alimentador automático com caminho do papel a direito para permitir a digitalização de documentos em vários tipos de papel com diferentes grossuras e consistências que vão dos 52g/m2 (talão de cartão de crédito) a 127g/m2 (cartolina de postal). Podem também ser digitalizados sem problema papeis com rugas, dobras ou superfícies ásperas.

Dois tipos de rolos de transporte com diferente dureza permitem a alimentação fácil de documentos com superfícies deslizantes como fotografias.

 

A tecnologia do scanner fi-4990C

O fi-4990C é um scanner de alta produção destinado a organizações que digitalizam de 10.000 a 20.000 páginas por dia.

Usa o método de CCD sensível às côres e alcança assim a velocidade notável de 85 páginas por minuto, simplex e 170 imagens por minuto, duplex, a 150 dpis o que significa 0,7 segundos para digitalizar um A4 frente e verso.

Trata-se de um duplex simultâneo e funciona apenas com ADF. Apesar de o caminho de alimentação não ser a direito, um sofisticado mecanismo de separação de folhas permite trabalhar com papéis de variadas espessuras e evitar as alimentações duplas. De facto, embora o alimentador tenha  capacidade para 1000 folhas, o alimentador puxa cerca de 10 de cada vez que  são logo separados em grupos pela diferença da fricção do papel e dos rolos de transporte. A força de torção aplicada por um  rolo-freio electromagnético, acaba por separar as folhas umas das outras. No entanto, antes de chegar à unidade duplex de leitura o papel passa ainda por um sensor que mede a luz que passa á transparência e assim verifica se não há uma dupla alimentação.

Para que esta tecnologia  possa ser eficiente com vários tipos de papel, o scanner tem comandos para ajustar 5 níveis de espessura de papel.

Para conseguir alcançar alta velocidade no processamento de imagem a côres, os circuitos eléctricos do fi-4990C foram redesenhados de modo a eliminar qualquer interferência electo-magnética e foram adoptados sensores CCD muito rápidos.

Os circuitos de processamento, a 40Megapixels/segundo permitem fazer a alta velocidade a correcção gama para as côres, o endireitar da imagem e a compressão JPEG (côr e escala de cinzas).

 

* Informação extraída de Artigo da autoria de Tomoyuki Kashiwazaki, Mashiro Yoshida e Yoshio Tabata da PFU Limited. Os scanners FUJITSU são representados em Portugal pela FERNANDES TÉCNICA   

 

 * Informação extraída de Artigo da autoria de Tomoyuki Kashiwazaki, Mashiro Yoshida e Yoshio Tabata da PFU Limited. Os scanners FUJITSU são representados em Portugal pela FERNANDES TÉCNICA   

 

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