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Para evitar que a Galé
seja mais uma praia de acessos caóticos
(enviado a Sec. de Est. do Ambiente, C. M. Grândola, Quercus, CostaTerra, Costa Azul, CCDRA, CPUG)
No dia 10 de Junho e nos dias que se lhe seguiram
voltaram a acontecer as situações caóticas à porta do Parque de Campismo
da Galé (Freguesia de Melides). A urbanização adjacente, a Norte do
parque, foi também invadida pelo estacionamento "selvagem" com especial
incidência na zona próxima do acesso à praia.
O Parque de Campismo esgotou "a sua lotação" de
sabe-se lá quantas centenas ou milhares de utentes e o terreiro em
frente à porta, um descampado destituído de quaisquer marcações
disciplinadoras, voltou a mostrar-se insuficiente para a procura.
Verão após Verão, apesar dos pedidos feitos à Câmara
Municipal de Grândola, o caos regressa e transforma um local paradisíaco
numa sucursal do caos rodoviário suburbano.
Penso que esta situação é bem ilustrativa dos riscos
que se correm com a eventual construção de um novo empreendimento nesta
zona sem préviamente se estudar, entre outras, a questão do ordenamento
da região e dos acessos ao mar.
Fala-se de novo dos Projectos "Costa Terra" e
"Pinheirinho", que trariam cerca de 6.000 camas e mais uns milhares de
"banhistas", mas ainda ninguém me conseguiu explicar, nem vi nos
documentos consultados, como é que essas pessoas exercerão o seu desejo,
legítimo, de aceder à praia sem agravar enormemente a já precária
situação actual.
Aqui deixo o meu apelo para que, antes de se
autorizar novas construções, se proceda aos estudos necessários, se
envolva as entidades locais que conhecem os comportamentos típicos, por
forma a evitar aos que já estão e aos que hão-de vir os desnecessários
inconvenientes das situações de facto incontroláveis.
Fernando Penim Redondo
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