Revisitando Bordalo 100 anos depois

 

Grande parte da intelectualidade portuguesa converteu-se na aristocracia do latifúndio chamado Estado; vive dos pergaminhos e não produz nada de que o povo possa viver.

Não é exemplo nem utopia. Não se interroga e não se questiona.

O povo, que considera relapso e contumaz, é apenas um pretexto e um ornamento.

Abomina empresários e mercadores, que finge desprezar, mas é deles que reclama a prosperidade da nação, o conforto do mecenato e o emprego para os filhos.


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Fernando Penim Redondo - Dezembro 2005