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A Altitude Software dispensou recentemente 30
trabalhadores nos Estados Unidos (EUA), no âmbito de um plano de contenção de
despesas que visa atingir o «break-even» ainda este ano, revelou um responsável
da empresa ao Negocios.pt.
«Dispensámos 30 pessoas nos EUA, mas só em termos de
força de vendas», afirmou João Cardoso, vice-presidente executivo para o
Marketing Global e Estratégia da Altitude Software, adiantando que «estávamos
a fazer vendas directas no mercado norte-americano e decidimos alterar a nossa
estratégia e passar a apostar nas vendas indirectas».
O mesmo responsável explicou ao Negocios.pt que, no ano
passado, «como forma de acelerarmos o crescimento da nossa quota de mercado,
apostámos na abordagem directa nos EUA em termos de vendas e isso teve um certo
impacto em termos de custos», uma situação que esteve na base da decisão
agora tomada.
A Altitude Software não prevê reduzir a sua força de
trabalho, que actualmente ascende a cerca de 400 pessoas, noutros mercados para
além do norte-americano, de acordo com a mesma fonte.
Segundo João Cardoso, a companhia decidiu também
efectuar «algumas reduções em despesas com publicidade e com viagens», como
forma de possibilitar a obtenção do «break-even», ou a cobertura dos custos
pelas receitas, ainda este ano, devendo a empresa registar «um trimestre
positivo em termos de resultados».
A mesma fonte adiantou que a empresa que desenvolve soluções
informáticas para gerir o relacionamento entre empresas e clientes «não tem
necessidades de financiamento neste momento», não prevendo a entrada em Bolsa
nos próximos tempos. No final do ano passado, a Altitude Software pretendia
realizar uma oferta pública de venda inicial, ou IPO, tendo recuado nesta matéria
devido à conjuntura do mercado, com a operação a não ter data prevista
actualmente.
No
primeiro trimestre deste ano, a companhia efectuou um aumento de capital de 31,6
milhões de euros (6,33 milhões de contos). No âmbito desta operação, a
Altitude Software passou a contar com novos accionistas, entre os quais a
Sonae.com, BPI, a Salvador Caetano e
a PME Capital.
Fonte:
"Negócios.pt", 11-07-2001 |