Os Serviços dos ASP são para todas as empresas, Pequenas e Grandes!

 

por Francisco Andrade (MINIMAL)

À maioria dos gestores das PMEs não restam dúvidas sobre o facto de que a manutenção de um sistema informático próprio é uma fonte de problemas e de custos de que gostariam de se libertar na primeira oportunidade.

PMEs

Existem várias razões para esta atitude, mas aquela de que os gestores começam a ter mais consciência é o facto de neste tipo de empresas, dada a sua dimensão, existirem sempre poucos recursos informáticos especializados, o que representa um grave risco dada a procura que existe destes profissionais e a dificuldade de os substituir no caso de saída.

O facto de se oferecer a estes profissionais salários cada vez mais elevados não é suficiente para os prender a uma PME e diminuir significativamente este risco, pelo facto de o trabalho em si dos informáticos neste tipo de empresas ser em regra pouco aliciante para um técnico. Grande parte do tempo é gasto com os fornecedores, a apoiar os utilizadores finais, a servir de bode expiatório aos problemas das aplicações usadas e da organização, etc.

A contratação de profissionais “avençados”, muito comum nestas empresas, também não resolve este problema pois são ligações contratualmente frágeis a indivíduos (muitas vezes com outras ocupações mais prioritárias...) e não a empresas, o que não é compatível com a criticidade de que se reveste o sistema de informação.

Uma outra razão que tem vindo a ganhar visibilidade é a da segurança. As empresas dependem cada vez mais dos seus sistemas de informação e a segurança do mesmo é vital quer face a acidentes (nomeadamente avarias graves de equipamentos e percas de dados) quer face a acções premeditadas. 

Note-se que o hosting (alojamento dos sistemas e base de dados) oferecido pela Minimal aos seu Clientes baseia-se na redundância de equipamentos (computadores em duplicado, sistemas de armazenamento de dados que podem resistir a avarias de discos, etc.), em enormes colecções de backup (diárias, semanais, mensais, anuais), na segurança física (contra acessos indevidos, incêndio, falhas de energia, etc.) que é garantido por um grande centro de processamento de dados, em "firewalls" seguros (protecção contra acessos através da rede), etc. etc.

Garantir este nível de segurança não está de facto ao alcance da maioria das PMEs. Mas há ainda muitas outras razões que tomam os sistemas informáticos próprios cada vez menos atraentes para a s PMEs. Por isso os serviços dos ASP (Applications Systems Providers) começam a ser visto por eles como uma alternativa apetecível. 

GRANDES EMPRESAS

Se a crescente apetência pêlos serviços dos ASP é uma evolução natural e fácil de explicar nas PMEs o que se passa nas grandes empresas? Nesta empresas é geralmente assumido pelos responsáveis que é inevitável terem grandes sistemas e equipas informáticas de que não podem prescindir. Poderia parecer que não há lugar aqui para os serviços dos ASP.

O problema é que os referidos recursos informáticos estão em grande parte hipotecados ao negócio propriamente dito ("core business" - banca, seguros, por exemplo) cujas necessidades evoluem cada vez mais rapidamente, provocando uma permanente escassez de recursos e atenção para acorrer a todo um conjunto de necessidades departamentais.

O crescimento dos chamados "sistemas departamentais" tem sido, aliás, causada em grande parte por esta falta de recursos, atenção e vocação da "informática central" em relação aos departamentos. São típicos e clássicos os casos dos Recursos Humanos e do Património e muitas das aplicações da nova vaga do CRM estão a introduzir-se como sistemas departamentais. A Minimal tem entre os seus Clientes muitos exemplos destas situações.

Os responsáveis destes departamentos estão de certa forma numa situação ainda pior que os responsáveis das PMEs já que têm sistemas de dimensões idênticas e portanto com o mesmo tipo de problemas mas têm muito menos controlo sobre os recursos informáticos especializados de que necessitam. Por vezes ainda têm o ónus de existir junto dos responsáveis de topo a ideia de que por se gastar tanto em informática os departamentos não podem ter razões de queixa nesta matéria o que os torna surdos às suas reclamações.

Por isso também junto destes responsáveis departamentais cresce a apetência pêlos serviços dos ASP.

RECEIOS EM RELAÇÃO AOS SERVIÇOS DOS ASP

Esta apetência pêlos serviços dos ASP quer das PMEs quer dos departamentos se concretizou em grande parte por um conjunto de receios dos quais se destacam o medo de perder o controlo com a saída dos seus servidores e bases de dados para fora da organização e a desconfiança em relação à capacidade e fiabilidade das comunicações. De facto, ficando a base de dados no centro de dados do ASP, uma comunicação eficiente entre a empresa e o referido centro de dados é fundamental. Só após a diluição destas dúvidas e medos é que as PMEs acorrerão em massa aos ASP.

Pensamos que o medo da perda de controlo será em grande parte compensado pelo facto da oferta dos ASP se apoiar em grandes e sofisticados centros de processamento de dados. No caso da Minimal escolhemos o Data Centre da PT Prime / IBM. Uma visita a este centro será, com certeza suficiente para dissipar as dúvidas que um potencial Cliente tenha nesta matéria.

Quanto à questão da eficácia e fiabilidade das comunicações há duas questões fundamentais. Por um lado é fundamental que a oferta do ASP seja apoiada por um importante operador de comunicações. Estes operadores com os seus serviços cada vez mais completos (incluindo se necessário a próprio suporte às redes locais dos Clientes) e a menor custo irão contribui para uma diluição rápida dos receios nesta matéria. Por outro lado o problema das comunicações no que respeita aos serviços dos ASP não é só um problema do canal de comunicação (nomeadamente da capacidade da linha). É um problema do desenho da aplicação, da tecnologia que é empregue e da sua adequação para funcionar em remoto.

Por exemplo uma aplicação tradicional de micro-informática cujo interface em termos de écrans funcione campo a campo ("field mode") e não página a página ("page mode") como é agora necessário, pode até à primeira vista parecer mais interessante pois, por exemplo, assim que se preenche um campo o sistema pode responder indo à base de dados buscar um nome de um fornecedor ou de um produto. Mas de facto uma aplicação deste tipo, que em local até funciona muito bem, irá interromper sucessivamente o trabalho do operador sempre que vai à base de dados, provocando um elevado tempo de espera e uma carga de linha incomportável para serviços de ASP. 

No caso das aplicações Minimal é utilizada a mais moderna tecnologia (JAVA) e o tratamento página à página. Aplicações deste tipo juntamente com a já referida evolução das comunicações estabelecerão, a curto prazo, os padrões de confiança no processamento remoto necessários à aceitação sem reservas dos serviços dos ASP. Então as PMEs e os departamentos das grandes empresas poderão finalmente libertar-se dos problemas que hoje têm com os seus sistemas informáticos.   

 

Francisco Andrade

fandrade@minimal.pt

Director Geral da MINIMAL

www.minimal.pt