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À maioria dos gestores das PMEs não restam dúvidas
sobre o facto de que a manutenção de um sistema informático próprio é uma
fonte de problemas e de custos de que gostariam de se libertar na primeira
oportunidade.
PMEs
Existem várias razões para esta atitude, mas aquela de
que os gestores começam a ter mais consciência é o facto de neste tipo de
empresas, dada a sua dimensão, existirem sempre poucos recursos informáticos
especializados, o que representa um grave risco dada a procura que existe destes
profissionais e a dificuldade de os substituir no caso de saída.
O facto de se oferecer a estes profissionais salários
cada vez mais elevados não é suficiente para os prender a uma PME e diminuir
significativamente este risco, pelo facto de o trabalho em si dos informáticos
neste tipo de empresas ser em regra pouco aliciante para um técnico. Grande
parte do tempo é gasto com os fornecedores, a apoiar os utilizadores finais, a
servir de bode expiatório aos problemas das aplicações usadas e da organização,
etc.
A contratação de profissionais “avençados”, muito
comum nestas empresas, também não resolve este problema pois são ligações
contratualmente frágeis a indivíduos (muitas vezes com outras ocupações mais
prioritárias...) e não a empresas, o que não é compatível com a criticidade
de que se reveste o sistema de informação.
Uma outra razão que tem vindo a ganhar visibilidade é a
da segurança. As empresas dependem cada vez mais dos seus sistemas de informação
e a segurança do mesmo é vital quer face a acidentes (nomeadamente avarias
graves de equipamentos e percas de dados) quer face a acções premeditadas.
Note-se que o hosting (alojamento dos sistemas e base de
dados) oferecido pela Minimal aos seu Clientes baseia-se na redundância de
equipamentos (computadores em duplicado, sistemas de armazenamento de dados que
podem resistir a avarias de discos, etc.), em enormes colecções de backup (diárias,
semanais, mensais, anuais), na segurança física (contra acessos indevidos, incêndio,
falhas de energia, etc.) que é garantido por um grande centro de processamento
de dados, em "firewalls" seguros (protecção contra acessos através
da rede), etc. etc.
Garantir este nível de segurança não está de facto ao
alcance da maioria das PMEs. Mas há ainda muitas outras razões que tomam os
sistemas informáticos próprios cada vez menos atraentes para a s PMEs. Por
isso os serviços dos ASP (Applications Systems Providers) começam a ser visto
por eles como uma alternativa apetecível.
GRANDES EMPRESAS
Se a crescente apetência pêlos serviços dos ASP é uma
evolução natural e fácil de explicar nas PMEs o que se passa nas grandes
empresas? Nesta empresas é geralmente assumido pelos responsáveis que é
inevitável terem grandes sistemas e equipas informáticas de que não podem
prescindir. Poderia parecer que não há lugar aqui para os serviços dos ASP.
O problema é que os referidos recursos informáticos estão
em grande parte hipotecados ao negócio propriamente dito ("core business"
- banca, seguros, por exemplo) cujas necessidades evoluem cada vez mais
rapidamente, provocando uma permanente escassez de recursos e atenção para
acorrer a todo um conjunto de necessidades departamentais.
O crescimento dos chamados "sistemas
departamentais" tem sido, aliás, causada em grande parte por esta falta de
recursos, atenção e vocação da "informática central" em relação
aos departamentos. São típicos e clássicos os casos dos Recursos Humanos e do
Património e muitas das aplicações da nova vaga do CRM estão a introduzir-se
como sistemas departamentais. A Minimal tem entre os seus Clientes muitos
exemplos destas situações.
Os responsáveis destes departamentos estão de certa
forma numa situação ainda pior que os responsáveis das PMEs já que têm
sistemas de dimensões idênticas e portanto com o mesmo tipo de problemas mas têm
muito menos controlo sobre os recursos informáticos especializados de que
necessitam. Por vezes ainda têm o ónus de existir junto dos responsáveis de
topo a ideia de que por se gastar tanto em informática os departamentos não
podem ter razões de queixa nesta matéria o que os torna surdos às suas
reclamações.
Por isso também junto destes responsáveis departamentais
cresce a apetência pêlos serviços dos ASP.
RECEIOS EM RELAÇÃO AOS SERVIÇOS DOS ASP
Esta apetência pêlos serviços dos ASP quer das PMEs
quer dos departamentos se concretizou em grande parte por um conjunto de receios
dos quais se destacam o medo de perder o controlo com a saída dos seus
servidores e bases de dados para fora da organização e a desconfiança em relação
à capacidade e fiabilidade das comunicações. De facto, ficando a base de
dados no centro de dados do ASP, uma comunicação eficiente entre a empresa e o
referido centro de dados é fundamental. Só após a diluição destas dúvidas
e medos é que as PMEs acorrerão em massa aos ASP.
Pensamos que o medo da perda de controlo será em grande
parte compensado pelo facto da oferta dos ASP se apoiar em grandes e
sofisticados centros de processamento de dados. No caso da Minimal escolhemos o
Data Centre da PT Prime / IBM. Uma visita a este centro será, com certeza
suficiente para dissipar as dúvidas que um potencial Cliente tenha nesta matéria.
Quanto à questão da eficácia e fiabilidade das comunicações
há duas questões fundamentais. Por um lado é fundamental que a oferta do ASP
seja apoiada por um importante operador de comunicações. Estes operadores com
os seus serviços cada vez mais completos (incluindo se necessário a próprio
suporte às redes locais dos Clientes) e a menor custo irão contribui para uma
diluição rápida dos receios nesta matéria. Por outro lado o problema das
comunicações no que respeita aos serviços dos ASP não é só um problema do
canal de comunicação (nomeadamente da capacidade da linha). É um problema do
desenho da aplicação, da tecnologia que é empregue e da sua adequação para
funcionar em remoto.
Por exemplo uma aplicação tradicional de micro-informática
cujo interface em termos de écrans funcione campo a campo ("field mode")
e não página a página ("page mode") como é agora necessário, pode
até à primeira vista parecer mais interessante pois, por exemplo, assim que se
preenche um campo o sistema pode responder indo à base de dados buscar um nome
de um fornecedor ou de um produto. Mas de facto uma aplicação deste tipo, que
em local até funciona muito bem, irá interromper sucessivamente o trabalho do
operador sempre que vai à base de dados, provocando um elevado tempo de espera
e uma carga de linha incomportável para serviços de ASP.
No caso das aplicações Minimal é utilizada a mais
moderna tecnologia (JAVA) e o tratamento página à página. Aplicações deste
tipo juntamente com a já referida evolução das comunicações estabelecerão,
a curto prazo, os padrões de confiança no processamento remoto necessários à
aceitação sem reservas dos serviços dos ASP. Então as PMEs e os
departamentos das grandes empresas poderão finalmente libertar-se dos problemas
que hoje têm com os seus sistemas informáticos.
Francisco Andrade
fandrade@minimal.pt
Director Geral da MINIMAL
www.minimal.pt
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