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Lisboa, 27-08-2002
Aspetus – Quando
e como surgiu o S4, a solução ERP da SINFIC ?
Carlos Silva - A
ideia de conceber um sistema integrado de gestão surgiu no ano de 1989 mesmo
antes da criação da Sinfic (1990), pode dizer-se que o sistema S4 na altura
com a denominação de DECISOR, esteve na génese da Sinfic enquanto empresa na
área das TI.
O plano financeiro para o desenvolvimento do projecto
tinha por base uma candidatura ao POE que nunca se concretizou, apesar do plano
do projecto ter sido muito elogiado na altura pelas entidades responsáveis pela
atribuição dos fundos.
Apesar desta contrariedade a Sinfic decidiu iniciar o
projecto tendo a 1ª versão do produto sido concluída em finais de 1990.
Desde então o percurso de evolução do S4 foi
determinado essencialmente pelas necessidades e requisitos definidos pelas
empresas que adoptaram a solução ERP da Sinfic.
As empresas que marcaram de forma determinante os
primeiros anos de existência do sistema S4 foram :
SPC – Serviço Português de Contentores em 1991,
JMF – José Maria da Fonseca e Sucessores em 1992,
RAMILUX - Material Eléctrico em 1993
SOGENAVE e GERTAL do grupo TRIVALOR em 1994
PLASTIMAR Industria de plásticos em 1994
Com a excepção do JMF (fusão com a Internacional
Vinhos) e Ramilux (falência) todas as restantes empresas são ainda hoje
clientes activos da Sinfic e têm como sistema de informação a solução S4.
Aspetus – Como
se enquadra o negócio S4 numa estrutura, a SINFIC, multifacetada com base em
unidades de negócio ? Vantagens e inconvenientes ?
Carlos Silva - A
Sinfic de hoje é uma empresa que se encontra organizada em UEN – Unidades
Estratégicas de Negócio que actuam no mercado nas áreas de Business
Intelligence, ERP, e-Business, CRM, Outsourcing, Integração de Sistemas, Formação
em TI, Engenharia de Software, Distribuição de Software, Gestão de Projectos,
e-Learning, Construção de Web-Sites
As UEN têm autonomia orçamental, suportadas por planos
de negócio próprios e geridas por um Gestor de Negócio que tem como
principais funções gerir os seus recursos e potenciar o seu negócio dentro da
orientação estratégica global da Sinfic.
A UEN Sistemas&Aplicações é a unidade na Sinfic
que tem como principal competência desenvolver e implementar a solução S4,
para além de projectos que configuram desenvolvimentos específicos fora da
orla do sistema S4.
A forma como a Sinfic está estruturada apresenta-se como
uma clara vantagem para a evolução da solução S4, uma vez que são geradas
inúmeras sinergias entre as UEN’s quer no que diz respeito a geração de
novas lides bem como na incorporação de Know-how e tecnologias detidas por
outras UEN’s.
Aspetus – Como
é que a solução ERP da SINFIC se diferencia, nomeadamente em relação à
oferta proveniente das grandes casas de software ?
Carlos Silva - O
mercado de ERP`S é cada vez mais concorrencial. O nosso principal produto ERP,
o S4 está presente no segmento das Médias empresas, cujo volume de negócio
varia entre 5 e 50 milhões e o número de trabalhadores variam entre 20 e 500.
Os ERP`S internacionais estão definitivamente instalados no segmento das Médias
e Grandes empresas concorrendo ferozmente entre si, por reconhecerem que a
implantação do seu ERP implicará uma forte fidelização senão mesmo dependência
na organização face ao investimento realizado.
A opção por um ERP de fabrico nacional como o S4
permite, estabelecer com o cliente uma verdadeira relação de parceria na evolução
futura da solução e essencialmente na adaptação/customização à forma de
trabalhar da empresa, quer isto dizer que o impacto na organização, causado
pela implementação de um ERP, é repartido pela reformulação de
procedimentos existentes e pela customização da própria solução, sendo tudo
isto realizado com base num investimento mais consentâneo com as possibilidades
das empresas nacionais.
Já os ERP´s de cariz multinacional (cuja filosofia que
esteve na sua génese obriga a que haja adaptação dos processos de negócio da
empresa para se adequar ao ERP), têm preocupações ao nível da notoriedade da
marca e credibilidade em vários países. Ou seja, representam, teoricamente,
menor risco, mas implicam muito maiores investimentos e a reengenharia de
processos. Já para não falar nas equipas de implementação cujo perfil
normalmente não está preparado para compreender a complexidade organizacional
das empresas nacionais, preocupando-se, fundamentalmente, em ser especialistas
na utilização das ferramentas.
Aspetus – Baseados
nas vossas experiências no mercado como avaliam a atitude das PME’s
portuguesas nos últimos anos, e que previsões fazem para o futuro, no que toca
à adopção de ferramentas de gestão avançadas ?
Carlos Silva - Nos últimos
anos as empresas andaram preocupadas acima de tudo com as questões do ano 2000
e da introdução da nova moeda europeia cumprindo um ciclo de renovação dos
seus sistemas de informação.
No que diz respeito a novas ferramentas, pensamos que as
áreas dos sistemas de suporte á decisão (Business Intelligence) para construção
de sistemas de pilotagem do negócio, gestão do relacionamento (CRM) na
vertente da gestão da força de vendas e na gestão de contactos de prospectos
e clientes e as aplicações E-Business na vertente B2C (Business to Consumer),
são em nosso entender as principais preocupações dos gestores das PME’s
nacionais para os próximos 4/5 anos.
Para finalizar parece-nos claro que a introdução de
qualquer uma destas ferramentas terá que funcionar em integração com o ERP da
organização.
Aspetus – Quais
são, na opinião da SINFIC, os principais factores de sucesso, e de insucesso,
na implementação de pacotes de software de gestão ?
Carlos Silva - O
sucesso ou insucesso na implementação de um ERP é uma tarefa que
essencialmente depende da :
competência dos consultores envolvidos no projecto, na
perspectiva que deverão ser elementos profundamente conhecedores de todas as
componentes de uma organização, por forma a poderem ser interlocutores válidos
quer estejam a falar com o utilizador que regista as encomendas quer estejam a
falar com um director financeiro ou mesmo um administrador;
capacidade humana, isto é, a equipa de projecto que
contacta com o cliente deverá saber acima de tudo ouvir e só depois apontar
soluções em vez de impor métodos de trabalhar;
das equipas que deverão mais do que representar um
conjunto de pessoas que dominam as ferramentas – um conjunto de consultores
especializados em processos de negócio e com fortes competências de relações
pessoais
Aspetus – Quem são
os principais clientes do pacote S4 ?
REFERÊNCIAS
DISTRIBUIÇÃO
CONTINENTAL – Importadora de Material Eléctrico
(Mat. Eléctrico)
RESILUSA - Com. e Distribuição de Tintas, Lda.
(Tintas)
RESOPRE – Aparelhos de Precisão, S.A.
(Distribuição)
SABEL- Santos e Bento, S.A.
(Mat. Elétrico)
SOGENAVE - Abastecedor da Indústria Hoteleira
(Produtos Alimentares)
SERVIÇOS
CNS - Hipermédia
(Serviços Internet)
GERTAL - Sociedade de Restaurantes e Alimentação
(Restauração)
TICKET RESTAURANT
(Títulos de refeição)
CÓFIDIS
(Financeiro)
OPERAÇÕES / LOGÍSTICA
MULTITERMINAL – Estiva e Tráfego
(Operações/Logística)
SAPEC AGRO (Divisão de Granéis), S.A.
(Operações/Logística)
SPC - Serviço Português de Contentores, S.A.
(Operações/Logística)
SOTAGUS – Terminal de Sta. Apolónia
(Operações/Logística)
TMB – Terminal Multiusos
(Operações/Logística)
SACOR MARITIMA, SA
(Navegação/Logística)
UECC – United European Car Carriers
(Navegação/Logística)
INDÚSTRIA
CONTIFORME – Papel Continuo e formulários
(Formulários)
CRISAL - Atlantis
(Cristais)
DIELMAR – Soc. Industrial de Confecções, S.A.
(Têxtil)
F. RAMADA
(Metalurgia)
HYDRO - Manuel Ferreira
(Alumínios)
ICOMATRO - Madeiras e derivados
(Madeiras)
ITALAGRO – Indústria Transform. Produtos Alimentares (Produtos
Alimentares)
KENITEX - Química, Lda.
(Produção de Tintas)
LEVIRA – Metalúrgica do Levira, S.A.
(Metalurgia Mobiliário)
MAÇARICO – Conservas Alimentares, Lda.
(Conservas Alimentares)
PLASTIMAR – Indústria de Plásticos Penichense, Lda.
(Plásticos)
PRELIS – Pré-fabricados do Lis, Lda.
(Construção)
PRÉGAIA – Soc. Pré-fabricação, S.A.
(Construção)
SAPEC - Comércio e Serviços(Divisão Quimepec), S.A. (Produtos Químicos)
QUIMINOVA – Quimica Industrial e Agricola, LDA
(Plásticos)
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Tel: +351- 21 010 39 00
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