O Que Se Passa Nas Empresas Do Meu Sector 

 

Até há alguns meses atrás o negócio das T.I.’s viveu um apogeu que mergulhou muitos na firme crença de que o mercado iria crescer ainda muito mais - o que favoreceu, naturalmente, o surgimento de novos conceitos e novas ideias aplicáveis no âmbito da “Nova Economia”.

Contudo, a realidade dos meses que entretanto se passaram afundaram a crença num profundo pessimismo onde todos os que antes acreditaram “na luz” passaram a advogar a “falência da Nova Economia”.

Arrastados nesta vaga derrotista, os ASP’s pioneiros parecem ter mesmo falido, tal é a apatia que se denota no mercado, e a falta de ofertas apetecíveis, capazes de cativar os potenciais clientes.

A nossa experiência no mercado, que se traduz nos escassos meses de vida do projecto aspetus.com, permite-nos já concluir que o “Que Se Passa Em Empresas Do Meu Sector” é que realmente pouco aconteceu. Os fornecedores ASP deixaram-se intimidar pelas notícias desastrosas de uma Nova Economia em falência e não acreditam serem eles capazes de se promover e sobreviver através da sua oferta. Alarmismos à parte, sabemos todos que a oferta de aplicações em regime de ASP tem futuro - o mercado potencial é latente e urge que a oferta venha a encontrar a procura.

O que o nosso artigo sobre o “Que Se Passa Noutros Países” permite inferir é que a oferta de soluções informáticas em regime de ASP, deve ser adequada ao que o mercado necessita e não, como está a ser feito, ao que os fornecedores pretendem oferecer - parafraseando José Saramago «vender-lhe-íamos o que quer se não preferíssemos vender-lhe o que temos»…

Assim pode-se afirmar que o “Que Se Passa Em Empresas Do Meu Sector” resume-se a um parco quase nada: do muito que há a fazer para facilitar o acesso das organizações a software de gestão, massificando-se assim as melhores práticas de gestão e uma informação fidedigna para suporte à decisão, está quase tudo por fazer. Se muito nos devemos congratular pelo pioneirismo e espírito verdadeiramente altruísta de todos aqueles que decidiram correr o risco da aventura por estes novos caminhos, também lhes devemos exigir que não deixem que os seus esforços sejam em vão e que a “democratização do acesso a aplicações” se quede por meras boas intenções. Sejamos realistas, a economia tem processos próprios de normalização e aquilo a que se assiste, hoje, é ao período de estabilização e não o retorno à “Velha Realidade” - the old economy strikes back ou os mecanismos económicos do mercado afinal sempre funcionam.

Aspetus