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DO
SOCIALISMO PREMATURO
PARA O SOCIALISMO DO FUTURO Fernando Penim Redondo
1. A LESTE
DO PARAÍSO
Toda
a informação que nos vai chegando tenta convencer-nos de que os países do
Leste não só não conseguiram o seu paraíso utópico como, isso sim, se
encontram afinal a Leste do Paraíso (que é nosso e só nosso).
Claro que
ninguém contesta o falhanço de uma experiência que, para além do mais,
constituiu uma referência para várias gerações. Tal falhanço deve, até por
isso, ser analisado e caracterizado. Sem essa alternativa, que o Socialismo
apesar de tudo constituía, a vida torna-se demasiado triste (mesmo para quem
vive no paraíso como é o nosso caso).
Nas páginas
que se seguem tentaremos interpretar os acontecimentos que conduziram à situação
actual nos países até há pouco referidos como "socialistas" e que nós
designaremos, englobando o conjunto dessas experiências, como do
"Socialismo Prematuro". Explicaremos porquê.
Também
dedicaremos algum esforço a uma tentativa de posicionar o tempo actual, por
analogia com as fases da transição do Feudalismo para o Capitalismo,
relativamente à emergência de um modo de produção sucessor do Capitalismo.
Chamemos-lhe o Socialismo do Futuro (ou com Futuro).
Somos
portanto seguidores e admiradores de Marx embora, como vamos ver, não
consideremos correcto tudo o que ele produziu. Passaremos depois a um esboço de caracterização desse novo modo de produção bem como à tentativa de redefinir o papel de um partido revolucionário, à luz dos novos conceitos
2. OS LIMITES DE UMA TEORIA VANGUARDISTA 3. O INSUCESSO DO SOCIALISMO SEM CONSUMO 5. ONDE SITUAR O MOMENTO ACTUAL NO PROCESSO DE TRANSIÇÃO ? 6. O DESENVOLVIMENTO DE UMA NOVA BASE MATERIAL 7. A GESTAÇÃO DAS NOVAS RELAÇÕES DE PRODUÇÃO 9. NOVO PAPEL DOS PARTIDOS REVOLUCIONÁRIOS
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